EMPREGOS VERDES

Compromisso mundial com a restauração florestal fortalece algumas profissões


Quem acompanha os encontros internacionais sobre meio ambiente e clima, sabe que há mais de 20 anos o tema central é a redução do desmatamento no planeta.

Em 2015, o Brasil assinou o Acordo de Paris e assumiu o compromisso de recuperar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. Está chegando a hora de entregar esse compromisso, mas a tarefa não é fácil.


O estudo técnico desenvolvido pelo Instituto Escolhas, disponível na internet ( https://escolhas.org/wp-content/uploads/2023/09/Relatorio_RecuperacaoVegetal_Final.pdf ), aponta que vamos precisar de 10 bilhões de mudas para cumprir a meta, mas o país produz cerca de 100 milhões de mudas por ano. 


Esses dados mostram claramente o tamanho do compromisso e a grandeza das ações de regeneração florestal. Para dar conta da missão, uma série de profissionais entram em cena, desde geógrafos, historiadores cientistas sociais que participam da elaboração de projetos, passando pelos profissionais das ciências agrárias como Agronomia, Agroecologia, Engenharia Florestal, Engenharia Ambiental, e ainda gente da Biologia, da Ecologia, bem como profissionais de nível técnico das mais diversas áreas, como por exemplo, os formados no Curso Técnico em Meio Ambiente da ETEC Alberto Feres, daqui de Araras.


O desafio da regeneração florestal é uma oportunidade também para viveiristas profissionais e produtores rurais, que podem contribuir para a produção em maior escala para que “geração da restauração” cumpra o compromisso com a Década da Restauração, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), e que termina em 2030.


Outra peculiaridade deste compromisso é a necessidade de regionalização, uma vez que o adequado é fazer a regeneração florestal com espécies nativas e isso implica também as exigências de espécies específicas para micro regiões, o que aumenta a diversidade de produção e de oferta das mudas.


Muito embora o compromisso seja global, as ações são locais e têm no município a sua mais direta realização. Com isso, sociedade, poder público, entidades e empresas podem fortalecer o diálogo para o planejamento da ampliação de bosques, parques e florestas e assim iniciar um grande e extenso projeto ambiental, que vai recuperar não apenas a vegetação, porque vai atrair animais e com isso aumentar a biodiversidade, ou seja, os animais começam a voltar para as áreas recuperadas. 

Os empregos verdes estão em alta, é hora de organizar e direcionar os profissionais dessas áreas. 

Um abraço frondoso para todo mundo!

Médica Veterinária atuando no Centro de Recuperação de Animais Silvestres (CRAS), Pró Arara.
.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Autonomia Alimentar

Fernanda Torres, Chico Bento e Prêmio de Medicina